Que saúde em Portugal?

Janeiro 30, 2008 Vice

Como se já não bastasse aos portugueses as elevadas taxas de desemprego, os baixos ordenados, o altíssimo custo de vida, entre outras facetas da nossa vida quotidiana e a que não podemos fugir, ainda temos de gramar com o 'bom sistema de saúde' que o nosso (des)Governo, na figura do Sr ex-Ministro da Saúde, Correia de Campos, ousou dizer.
Aquele senhor, e os demais ministros, deputados, secretários e outras sanguessugas que se dizem políticos (ahahah), deveriam ser obrigados a irem para as filas de espera nos Centros de Saúde que ainda existem, bem como nas filas dos hospitais estatais, não por uma vez mas sim sempre que por necessidade de cuidados médicos (estou a falar de democracia, o que alguns recusam aceitar), e aproveitarem para, estando na pele do comum português, saberem apreciar este lado da vida.
Talvez com algumas acções deste tipo o modo de governação mudasse e, sobretudo, mudassem também certos comentários estúpidos e hipócritas de quem nos governa.

Temos ultimamente assistido a um proliferar de casos, também porque a comunicação social está no momento mais alerta neste aspecto, com problemas gravíssimos em que alguns acabam com vítimas mortais, fruto da actual política de saúde.
Ainda compreendo que certos hospitais deixem de ter serviços que até então possuíam, mas acabarem com o serviço de urgências em um qualquer hospital, palavra de honra, só um doido varrido! Isto é demonstrativo da menor importância que têm pelas pessoas, pois na maior parte dos casos o aglomerado populacional que determinado hospital serve é elevado.
Num país do século XXI (ou julgamos nós que o somos), vermos centros de saúde a serem trocados por ambulâncias... quer-se dizer não é? O Sr Ministro da Saúde bem que poderia continuar com as tretas de político costumeiras que só enganaria quem, por infelicidade, fosse demente.
E tudo isto porquê? Não é só para baixar o défice, não, existem também aquelas apostas que nós por aqui só podemos fazer ao copinho de vinho ou à bujeca, mas que por aqueles lados será mais do tipo 'Ota' ou 'Alcochete', 'TGV' e outras de que só temos conhecimento quando se muda de governantes e se descobrem carecas. Já para não mencionar a teimosia das pessoas envolvidas, pois este deve ser o elenco governativo mais teimoso de que tenho memória, para além de ser composto de uma elevada percentagem de surdos.

Para cúmulo, chegou-se ao ponto de haver troca de acusações entre os Bombeiros e o INEM.
Eu não quero nem saber quem tem ou deixa de ter razão, o grave é vermos de quem dependemos.
Veja-se o caso que se passou recentemente em Castedo para percebermos como está a saúde no nosso país.
E depois lembrem-se do que disse o ex-Ministro Correia de Campos quando faleceu uma bebé.
E que mais continuaria a dizer aquele senhor enquanto quem paga impostos para não ter direito a sistema de saúde algum, pois o que existe funciona mal e por isso não é um sistema mas sim um 'desenrasque' ou, talvez até mais verídico, o 'salve-se quem puder'?

Agora, com a recente mudança no Ministério da Saúde, concretamente na figura do seu Ministro, resta-nos esperar e observar para ver se os ares mudam. Pessoalmente, não acredito.

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